terça-feira, 6 de novembro de 2012

Homem-Aranha e Gata Negra - O Mal no Coração dos Homens

                                                                                                                                                                                          

Não é à toa que Kevin Smith é considerado "o nerd que deu certo", o cara construiu a sua hoje consagrada carreira fazendo de tudo, agradando gregos e troianos. Como cineasta criou tramas inconfundíveis e por vezes peculiares, como o divertido "Clerks" e como roteirista de quadrinhos foi aclamado pela ótima fase à frente da revista do demolidor. E é sobre o Kevin Smith escritor de gibis do qual falaremos agora, abordando um de seus melhores trabalhos para a Marvel Comics, a série "Homem-Aranha e Gata Negra: O Mal no Coração dos Homens (Spider-Man and Black Cat: The Evil That Men Do)".

A história começa quando Felicia Hardy, antiga vilã, aliada, amiga, namorada, entre outras coisas do Homem-Aranha, e conhecida como gata negra, vai à Nova York investigar o sumiço de sua amiga, a modelo Tricia Lane. Ao mesmo tempo, o Homem-Aranha investiga a morte por overdose de heroína de um estudante do ensino médio chamado Donald Phillips. Acontece que o garoto nunca havia usado qualquer tipo de drogas na vida, e o seu corpo ao ser necropsiado, não possuía nenhum vestígio de que ele tivesse injetado, engolido ou aspirado a droga, embora ela estivesse em seu organismo. Questionando o que teria acontecido, o Homem-Aranha acaba no encalço de um tal "Mr. Brownstone" e (literalmente) esbarra com a Gata Negra. Felicia descobre que Brownstone também está envolvido com o sumiço de sua amiga, e se une ao Homem-Aranha em uma assombrosa trama que envolve desde o tráfico de drogas até poderes mutantes. 
                                                                                                            
                         
A mini-série, formada por um arco de histórias de seis edições, foi lançada originalmente em agasto de 2002 nos EUA. Devido aos compromissos cinematográficos de Kevin Smith, a série teve a sua publicação interrompida na metade, em sua terceira edição, lançada em outubro do mesmo ano. Depois de longos quatro anos de espera, finalmente o roteirista pôde concluir a trama, que voltou a ser publicada em fevereiro de 2006. Smith dá um show no roteiro, abusando de seu bem-humorado estilo. A arte foi produzida pelo casal Terry e Rachel Dodson, que fizeram da Gata Negra a mais perfeita encarnação de uma mulher vestida em um colante de couro. As referências à cultura pop dos roteiros de Kevin Smith não faltaram. Em uma passagem do gibi a Gata Negra se irrita com o Homem-Aranha por ele nunca ter assistido à "Pul Fiction", e o aconselha a alugar filmes ao invés de passar o dia inteiro lutando contra o crime. Porém, o mais hilário é quando o vilão Mr. Brownstone revela-se como um tremendo fã de Ferris Bueller, do clássico oitentista "Curtindo a Vida Adoidado". A história ainda conta com as ilustres participações especiais do Demolidor e do Noturno dos X-Men, que tem papéis importantes no desenrolar da trama.

"Homem-Aranha e Gata Negra: O Mal no Coração dos Homens" é leitura obrigatória pra quem aprecia quadrinhos de qualidade e o genial estilo do faz-tudo Kevin Smith. Satisfação garantida ou seu dinheiro de volta!





Por: M. Junior


terça-feira, 30 de outubro de 2012

"Rambo - Programado para matar" completa 30 anos


Em outubro deste ano, um dos maiores filmes de ação completa 30 anos. Responsável por criar tendências até hoje relevantes para o cinema de ação (como o formato de uma hora e meia, suficiente para contar uma boa e simples história de começo, meio e fim), o clássico “Rambo - Programado para matar” (First Blood) permanece marcado na vida de fãs e até da nova geração, por conta de seus pais e do grande protagonista do filme, Sylvester Stallone, que hoje ocupa sua vida com suas lucrativas homenagens aos filmes de 70 e 80 que marcaram uma geração.

Disney compra Lucasfilm e promete Star Wars VII


Em um futuro não tão distante, teremos mais um filme da franquia Star Wars. Mas por quê?
Porque a Disney comprou a Lucasfilm Ltd por alguns míseros US$ 4,05 bilhões...
Pois é, esta transação já vinha ocorrendo faz tempo, mas tudo em sigilo. Foi oficializada nesta terça feira, e com isso, o primeiro projeto confirmado, Star Wars VII, previsto para 2015.



Talvez tenhamos a sorte de que o mundo acabe esse ano mesmo ou que este filme seja melhor que a Nova Trilogia (I, II, III). Além de Star Wars, a Disney também está levando o Indiana Jones, porém, não há nenhum rumor sobre o futuro do arqueólogo.
Enfim, precisamos estar preparados para o que pode vir.


Que a força estejam com vocês, jovens padawans!



Fonte: http://migre.me/brZ57

Cães de Aluguel, O Nascimento De Um Estilo



Há vinte anos o mundo se deparava com aquele que viria a ser um marco no cinema independente, em frente a uma época que parecia pouco inventiva e sem fluidez de ideias, surgia um filme que compôs um novo estilo e que lapidaria o surgimento de um novo gênio que ainda despontava. Poucas vezes podemos ver uma estreia na direção tão forte e empolgante como essa de Quentin Tarantino em Cães de Aluguel, todo seu universo cinematográfico era compactado aqui e o que temos é um breve preâmbulo do que o até então jovem diretor produziria em seguida. Um filme que mesmo sendo de baixo orçamento surpreendeu o público e os grandes estúdios, dando sagacidade e presenteando a sétima arte com mais um mestre inigualável.

Cães de Aluguel surge a nós como a premissa de um policial, onde cinco homens que nunca se viram antes, e cujas identidades não são reveladas entre si, são contratados para a execução de um assalto à joalheria. O assalto acaba dando errado e os então integrantes do grupo se reencontram em um galpão abandonado, onde se passa todo o restante do filme, ali se firma um clima de desconfiança entre eles que partindo disso tentam descobrir o suposto traidor infiltrado. O elenco que é outro quesito à parte, engloba atores como: Harvey Keitel, interpretando o "sensato" Mr. White, Tim Roth, reproduzindo um fantástico Mr. Orange, Steve Buscemi, sendo o hilário Mr. Pink e Michael Madsen, como o sádico Mr. Blonde, fazendo uma de suas últimas marcantes interpretações.


O que se sucede não é apenas uma mera história de um assalto à joalheria que deu errado, tanto que o assalto em si nunca se é mostrado, o que é outra grande característica do filme. Cães de aluguel se difere criando um cenário que horas passa da violência e humor-negro, a diálogos extremos injetados de alusões à cultura pop, essa outra grande particularidade que persegue Tarantino até os dias de hoje; o clima nunca toma um ar mais sério, a intenção aqui nunca foi essa, até a violência ganha ares cômicos, como na clássica cena em que Mr. Blonde ao som de uma rádio fictícia faz uma "dançinha" antes de arrancar fora a orelha de um policial refém. A violência item indispensável na orbe "tarantinesca" já dava seus incríveis primeiros passos aqui, o filme inteiro surpreende em um sentindo em que cria contrastes, assentando uma diferente visão de como se fazer cinema, tornando o palco perfeito de inovações, mesmo que ainda se usando de artifícios conhecidos.


Outro grande fator que merece destaque é sua linha narrativa que é dada de uma forma não linear, utilizando-se de constantes flashbacks para a explicação do enredo, aqui uma clara influência de "The Killing", que é apenas uma das várias existentes nesse irreverente épico, que carrega o espírito dos filmes B e da cultura pulp. A soundtrack, como não poderia ser diferente, tem papel fundamental, pairando por clássicos dos anos 60 aos 80. Dentre tantos elementos surpreendentes em uma estreia, muito se falou a respeito da originalidade de seu respectivo criador, é óbvio que as referências estão por todos os lados, mas elas não são simplesmente genuínas reproduções, aqui elas são usadas e transformadas criando uma obra-prima, digna de ser lembrada por muito tempo.

Simples e brilhante ao mesmo tempo, cães de aluguel é mais uma daquelas provas de que a arte em suas diferentes formas e efeitos não se limita apenas as grandes produções. Algumas minutos e sabe-se que surge algo nunca visto antes, e o mais surpreendente é que esse filme abriu as portas para aquilo que viria a ser "Pulp Fiction" dois anos mais tarde e Quentin Tarantino à essa altura já teria decretado seu nome como um dos maiores diretores de seu tempo.




Por: Vanessa V.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Homem-Aranha - 50 anos!

Confira aqui nossa homenagem aos 50 anos de um dos heróis mais queridos de todos os tempos.










O Não tão espetacular Homem-Aranha


Dez anos depois da primeira aparição do cabeça de teia nas telonas, a Sony resolve recontar a história mais conhecida dos quadrinhos. Um tempo muito curto para tal decisão, levando em conta que todo o elenco ta de pé e o diretor da trilogia antiga tinha um projeto em mãos. Infelizmente Hollywood não funciona como gostaríamos.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

O Exterminador do Aranha


Como James Cameron Quase chegou a dirigir o filme de Peter Parker.

Alem do cinquentenário do Homem–Aranha, o ano de 2012 também marca o retorno no cabeça de teia nas telas de cinema. “The Amazing-Spider Man”, de Marc Webb, é a quarta adaptação cinematográfica do herói, que ao lado da trilogia de Sam Raimi foram as únicas aparições de Peter Parker na tela grande. Mas o que pouca gente sabe, é que a ideia de levar o aracnídeo para Hollywood não é nova. O projeto sempre existiu, e desde os anos 80, vários diretores ainda sonham em fazer um filme com ele. Mas foi a partir de 1991 que o antigo sonho de um longa com o aranha começava a se tornar realidade, graças aos esforços de um jovem e visionário cineasta: James Cameron.